14 de fev de 2011

A importância dos amigos

Uma reportagem publicada pela revista Superinteressante a respeito de recentes pesquisas sobre a influência dos amigos em nossas vidas parece fazer valer o velho ditado “diga-me com quem andas que te direi quem és” ou aquele verso de uma canção que diz “é impossível ser feliz sozinho”. Aquelas pessoas com quem podemos contar, aqueles que são “pau pra toda obra”, aqueles que escutam e que vibram conosco podem ser o motivo de sermos felizes. Tudo porque as relações de amizade liberam um hormônio relacionado ao prazer e bem-estar. Um hormônio que fez com que nosso cérebro aprendesse a transformar cooperação em algo bom.

Talvez nada do que a reportagem disse seja novidade. Afinal, que graça tem o mundo sem amigos? Aqueles do peito, aqueles que te respeitam como você é e que estão dispostos a estar do seu lado. Viver sozinho não é possível. Temos necessidade de compartilhar emoções e experiências. E um companheiro (esposo ou esposa, namorado ou namorada) nem sempre supre essas necessidades. Afinal, nem só de comprometidos vive o mundo. Os amigos aliviam tensões. Dão conselhos – que nem sempre são seguidos. Fazem graça. Tornam o cotidiano mais prazeroso. Simples tarefas do dia-a-dia, como um almoço ou happy hour não têm nenhuma graça sem a companhia de um amigo.

Outro ponto interessante levantado pela reportagem gira em torno daquele papo de que “se você está triste, eu também estou”. Não é papo. Amigos felizes te deixam felizes. Amigos reclamões, te deixam para baixo. Assim como amigos que fumam podem te influenciar, e amigos obesos também. Será que o ditado “diga-me com quem andas que te direi quem és” é tão forte assim? Creio que isso também depende da consciência de cada um.

Por fim, e não menos importante, já que é a tendência do momento, a revista não deixou de abordar as relações de amizade e internet. Temos milhares de “amigos” graças ao Orkut e ao Facebook. Porém, acho que aí, o conceito de amizade acaba se banalizando. Quando você tiver um problema, com quantos daqueles XX mil amigos poderá contar? A internet diminui barreiras, ajuda a manter contatos, mas, na minha opinião, não adianta: o contato cara a cara, o abraço afetivo e a conversa agradável são insubstituíveis.

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