7 de fev de 2011

Sobre o Big Brother Brasil

Todo ano é a mesma coisa. Já virou rotina. A Rede Globo chama de 12 até 16 anônimos – que depois se descobre que não são tão desconhecidos assim – para participar do Big Brother Brasil, reality show que foi exibido em vários países, mas, ao que parece, só aqui no Brasil consegue segurar o sucesso. O roteiro é o mesmo – só mudam as provas e a repaginação da casa. Os personagens são parecidos: tem sempre a moça fogosa, o gostosão malhado, homossexuais, alguns indivíduos polêmicos e outros sem sal. É rotina.

E fazem parte também dessa rotina os comentários de quem ama e de quem odeia o programa. Com o surgimento do Twitter, são muitos os que usam a rede para expor sua opinião e criticar ou adorar o programa. E tenho que dizer que isso se tornou bem chato.

A começar por aqueles que fazem comentários repudiando quem assiste, do tipo: “Tem gente que assiste o Big Brother?”. Tem sim, tem muita gente que assiste. Caso contrário, não seria um dos programas de maior faturamento publicitário da emissora. Eu acho que comentários desse tipo são dispensáveis. Afinal, cada um faz o que bem entende de sua vida. Seja o Big Brother perda de tempo ou não. Cada um manda em seu controle remoto e tem a autonomia de decidir o que vai assistir.

Outros comentários que, para mim, são dispensáveis, vêm da turma que curte o Big Brother e questiona quem critica. As frases são dos mais variados tipos. “Vocês que falam mal do Big Brother fazem o quê? Leem Nietzsche?”. Esse tipo de provocação é bem infeliz. Assim como quem gosta tem o direito de assistir, quem não gosta tem o direito de fazer o que bem entender com seu tempo. Comentários desse tipo fazem parecer que a única atividade prazerosa para se fazer às 22 horas da noite é assistir ao Big Brother. E isso não é verdade.

Eu não vou defender, nem criticar o programa. Já assisti, hoje não assisto mais. Cada um usa o seu tempo da maneira que bem entender. Vamos ser menos intolerantes e cuidar melhor de sua vida. E ponto.

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