31 de jul de 2008

Bom senso, sempre!

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Como já citei aqui, você já notou como as pessoas são egoístas?
Exemplifico isso facilmente.
Esta noite acordei ao som de algazarra, música alta, risadas e campainhas tocadas incansavelmente... Uma 'turma' chegou de madrugada, feliz da vida e se achou no direito de comemorar como se fosse dona do prédio. Pior, como se apenas essa 'turma' morasse no condomínio.
Que direito as pessoas acham que tem ao perturbar o sono alheio, o descanso, a paz?
Creio que essas pessoas devem pensar que estão num sítio, ou, que seus vizinhos são surdos.
Ou, o que afirmei no início: são egoístas. Não estão nem aí se há alguém que precisa levantar cedo, se há uma família no prédio com criança pequena, se há outros jovens que precisam descansar. E não se trata de entender. Tratam-se de regras, LEIS.
Silêncio das 22 horas às 8 horas. Demais períodos: bom senso.
Bom senso para saber que talvez o seu vizinho não esteja a fim de escutar som, tampouco com vontade de saber da sua vida através de uma discussão...

Chego à conclusão de que falta semancol, falta o que fazer.

"Eu faço o que quero aqui, o apartamento é meu".

Querida, o seu limite vai até onde começa o meu!

30 de jul de 2008

É tão engraçado!

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Engraçado como em ano eleitoral os poderosos querem que a gente, o povo que eles consideram burro e ignorante, acredite que eles fazem algo que presta...
É interessante pensar nisso... toda vez que há eleições é a mesma história: prometo isso, farei aquilo, acho que posso melhorar aquilo outro. Vocês verão uma evolução!

Ah tá... quem sabe na próxima existência.

Gostaria de saber porque as coisas tornam-se tão difíceis quando alguém chega ao poder. Por que é tão complicado executar ações que tragam algum bem à sociedade? Por que não é possível pagar melhores salários aos professores quando deputados ganham uma fortuna para trabalhar poucos dias por semana?
O que está acontecendo?

Faço o questionamento e o trago para dentro da faculdade. Estou há quase quatro anos cursando uma graduação e pouco vejo o DCE fazendo alguma coisa. A não ser semana passada e durante esta semana, quando estão todos empolgadíssimos lutando para conquistar a mamata...
Do DCE só ouço falar das festinhas e da cervejada. Reivindicar direitos dos estudantes que é bom nada...
E já percebeu como eles brigam feio para entrar no Diretório? Claro, com tantas regalias até eu queria!
As coisas são muito engraçadas... curiosas...
Engraçado... essa semana vi um cartaz anunciando a festa da vitória do DCE em um bar. Engraçado... a vitória está programada antes mesmo do resultado oficial. Curioso, não? Para isso são tão organizados...

Engraçado... muito engraçado. Engraçado porque é melhor rir do que chorar...

29 de jul de 2008

Desabafo

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Tenho pensado ultimamente em como as pessoas são egoístas.
Segundo o dicionário, egoísta é um adjetivo cuja definição é curta e grossa: indivíduo que trata só dos seus interesses; comodista.

Comodista. Palavra bem sugestiva nos dias de hoje.
E como existem comodistas...

Os comodistas estão por aí... nos lugares que você menos espera - ou já está acostumado:
na fila do banco, no caixa do supermercado, na sala de aula.
Isso mesmo, pensou certo, estou falando dos colegas parasitas.
Aqueles que aproveitam ao máximo um grupo de estudos.
Aproveitam ao máximo o tempo que eles têm livre, já que não fazem nada.

O que percebo é que somos interessantes, queridos e perfeitos para as pessoas enquanto temos alguma utilidade para elas. "Tô com problemas... me ajuda... me dá uma mão..."
Espere ficar tudo bem e aguarde a recompensa.

Sentado, de preferência.
Ok, antes de provocar ressalvas e indignações do leitor, vou registrar: existem exceções. A vida me ensinou até agora que são poucas, muito poucas, diga-se de passagem. Eu incluiria nesse seleto grupo a minha família e alguns amigos. E família também revela cada cara quando as máscaras caem... é daí que percebo como o mundo é nojento.

Ouço lamentações, choros e reclamações. Engraçado, ninguém perguntou se eu tenho problemas...

Quero fazer um desabafo aos egoístas:
Caso não saiba não sou perfeita. Tenho problemas - alguns, diga-se de passagem, pois prefiro (tentar, pelo menos) enxergar o lado bom da vida - e eles já são suficientes.
Não me recuso em ser um ombro amigo quando as pessoas precisam.
Mas volto a repetir... o egoísta pensa que ele é o único injustiçado da face da Terra.

Quer saber? Corra atrás! Ninguém vai fazer o que você não fez!
Ninguém tem pena de você.

Está todo mundo muito ocupado com sua vida... o que já dá bastante trabalho.

Finalizo com uma frase copiada de uma amiga, uma campanha que daria belos trabalhos caso os publicitários criativos trabalhassem nela:
Campanha pela vida.
Cada um cuida da sua. Participe!

28 de jul de 2008

Sonhos...

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Começo esse pensamento com duas citações. Não sei se o que escreverei é classificado como crônica, como pensamentos soltos, como um desabafo, uma opinião ou palavras soltas de uma garota que adora falar... (Sim, eu adóóóóóóro falar...!)

Enfim, encaixe a palavra que preferir...

Considero-me tiete, fã, admiradora dos autores dessas frases, passagens, versos...

"Quero explodir as grades... e voar. Não tenho pra onde ir, mas não quero ficar.
Novos horizontes
Se não for isso, o que será?"

O trecho que eu transcrevi aqui através de um Ctrl C + Ctrl V do site de letras de músicas Vagalume (http://www.vagalume.uol.br/), para quem ainda não decifrou, é do grupo Engenheiros do Hawaii, letra de Humberto Gessinger.

Não sei em que Humberto pensava quando escreveu essa letra. Estou em uma comunidade no Orkut que analisa letras dos Engenheiros, mas não lembro o que os internautas definiram para a letra de "Novos Horizontes".
Eu, particularmente, comparo o trecho à busca de um sonho. Ok, sonho é algo tão abstrato num mundo tão cruel e exigente como o de hoje... então, usarei aqui a palavra objetivo.
Comparo este trecho à fases da vida em que estamos tentando alcançar nossos objetivos. Quando queremos algo, precisamos explodir as grades. Livrar-nos de preconceitos, de mitos, de pensamentos negativos. Alcançar um objetivo, lutar por uma meta, é abrir mão de muitas coisas... é fugir... é abandonar... Alguém já me disse que a vida é feita de escolhas e nem sempre vamos ter tudo que almejamos ao mesmo tempo.

Voar. Sonhar. O verbo pode não ser o mais indicado. Mas é o que alimenta minha imaginação e me faz seguir em frente. E, quando acreditamos fielmente nisto, abrimos portas para que, realmente, surjam novos horizontes... o horizonte não é único... é infinito. Basta você querer.

Nada na vida cai do céu. É preciso fazer acontecer. Fazer a chance aparecer. Dar chance para as oportunidades surgirem. E, em primeiro lugar, acreditar em si mesmo.
Depois que me dei conta disso... estou sempre lembrando do trecho desta canção... vira e mexe Humberto Gessinger surge na minha mente, com seu sotaque gaúcho, sentado com seu violão e pronunciando sonoramente:
"Novos horizontes... se não for isso, o que será?".
E isso me faz pensar em coisas tão boas... que me levam à segunda citação a qual me referi no início...

"Quando você quer alguma coisa, todo o universo conspira para que você realize o seu desejo." (Paulo Coelho)

As coisas que desejo podem ser absurdas ou não palpáveis. Contudo, se eu não lutar por elas... ninguém fará isso por mim...

E isso porque, apesar de meus recentes 22 anos... eu já descobri: o mundo é cruel....

26 de jul de 2008

Lembranças de infância

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Infância. Para mim, esta palavra traz inúmeras conotações. Inúmeras lembranças. Um tempo em que sonhar é verbo constante e imaginar é o que nos faz viver. Não sei como definir de onde vêm as primeiras lembranças. Aqui, cabe aquela velha expressão, “desde que me entendo por gente”. Gente muito pequena, pode-se dizer. Mas com ideais do tamanho do planeta. Da galáxia. Do infinito, já que, quando eu era criança, imaginava outras galáxias, outros mundos. Um mundo no qual, em outro planeta, existia outra igualzinha a mim. E, um dia, ela viria me visitar.
Na minha imaginação, se eu rezasse muito, meu pedido seria realizado. Mesmo que eu tivesse queimado as fotos dos atletas das Olimpíadas e as quisesse de volta. Na minha mente que tanto pensava, eu poderia tudo. A fé, com certeza, movia montanhas. E, até ali, era tudo muito puro. Não conhecia as atrocidades do mundo, nem sabia das drogas, tampouco imaginava que existissem guerras.

O importante era ter tempo para brincar. Montar as casas, sempre muito luxuosas e cheias de detalhes, das bonecas Barbie. E imaginar que ela tinha um Ken, até que ele chegasse como presente do bom velhinho. Ah, o bom velhinho... Mesmo estando num país tropical, no qual a temperatura em dezembro beira os trinta graus, eu sabia que ele viria, vestido de vermelho, com sua barba branca, seu saco de presentes, suas galochas pretas e seu trenó. Num momento em que eu estivesse distraída e, de repente, conferisse a árvore de galhos secos enfeitada com bolas brilhantes e coloridas, lá estariam os pacotes de presentes, fazendo brilhar meus olhos tão curiosos e ansiosos. Muitas vezes saí à rua, chamando “Papai Noel!”, na esperança que ele surgisse de algum lugar...

Foi a lenda infantil em que eu mais acreditei. Nunca levei muita fé no coelhinho da Páscoa. Na realidade, creio que nunca aceitei sua existência. Apenas acompanhava mamãe perdendo seu tempo na cozinha derretendo enormes pedaços de chocolate, colocando em fôrmas e embalando no papel alumínio com fitas – sempre cor-de-rosa. No domingo de manhã, a alegria era descobrir os ovos escondidos no meio do jardim. E muitas vezes lamentar o fato de as formigas terem saboreado os ovinhos recheados com amendoim antes de nós.

E tinha a nave da Xuxa. A Porta da Esperança. O He-man e a Shee-Ra. Os filmes dos Trapalhões. O Programa Livre era um saco. Dormir depois do Jornal Nacional então, pior ainda. Eu queria ficar acordada até tarde. Onze horas da noite era madrugada na minha fértil imaginação que hoje não perdeu essa característica, apenas viaja em outros tipos de assuntos.
Às vezes eu queria nunca ter crescido, queria ter parado no tempo. Não teria perdido aquele sorriso constante. Não precisaria acordar para trabalhar. Poderia comer nega maluca sem me preocupar em engordar e tomar refrigerante sem encanar com celulite. Ouviria Mara Maravilha, Xuxa, Eliana, Angélica. Continuaria sonhando em ser paquita. E não pensaria no sentido de uma letra que canta “créu”, nem tentaria entender por que um pai jogaria sua filhinha do sexto andar e tampouco me irritaria com um cartão corporativo. No fim, no mundo de hoje, ser adulto é meio chato. Às vezes, deprimente.

17 de jul de 2008

Bondade

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Gostaria de saber - mas já sei a resposta na ponta da língua - se todos os acadêmicos que entram no último semestre da faculdade começam a sentir um frio na barriga.
A resposta é sim... Ok, não vou generalizar. Que sejam 90% deles...

Posso dizer que eu me incluo nesse contingente. A poucos dias de iniciar o período 'oficial' reservado à 'confecção' da monografia, o medo e a insegurança tomam conta...
Depois de quatro anos estudando, ficam dúvidas no ar.

No começo, você pensava... quando eu estiver me formando, quando eu estiver formada... como se isso fosse uma demarcação da sua vida - e na verdade não deixa de ser. Parece que só depois do fim da faculdade a vida começa realmente. Parece que é aí que nos damos conta de que a vida real tá aí, batendo na porta de casa e dizendo: "venha pro mundo cruel!".

Drama? Não. O mundo é assim mesmo. Cruel. O que percebo por aí é muito egoísmo, profissionais puxando o tapete uns dos outros, ganância, espertos passando por cima de qualquer pessoa... Não sei, mas, acho que não sou assim...
Penso que, se eu fosse... não estaria achando tudo isso o 'ó' do 'borogodó'. E eu acho. Porque tive uma educação voltada para estudos, para a caridade, para a solidariedade, para tentar fazer o bem... e existem tantas coisas contrárias... tantas coisas tristes, nojentas...

Desde episódios dentro do seu prédio até os piores escândalos do mundo...

E sem contar as injustiças... ah, as injustiças!

Fome, miséria, falta de estrutura, doenças, doenças e doenças.

Negligência...

É... acho que o frio na barriga não é o fim do mundo... mas é um aviso de que devemos ser fortes.
E ainda creio que, não é porque há gente ruim, gente má no mundo, que tudo está perdido.

Há pessoas boas. E eu sou uma delas!

15 de jul de 2008

Uma característica rara

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Simpatia. Bom humor. Eu diria que estas palavras estão em desuso no mundo.
É o que me incentiva a escrever. Ontem, fiz aquela ação básica, que muitas pessoas fizeram e ainda farão, com o advento do Google: digitar o seu nome completo e verificar onde você aparece.
Pois bem, fiz isso ontem. E 'redescobri' meu blog. Nem lembrava mais que tinha feito um...

Agora, há poucos minutos, lendo um livro para a monografia, a campainha tocou. Levei um susto - não recebo 'visitas' inesperadas. 'Deve ser algum parente querendo saber sobre um vizinho que não está em casa". Na realidade, pensei em nem atender à porta.
Espio pelo olho mágico e vejo uma menina, loira. Abro a porta e ela, muito sorridente, oferece seus catálogos de cosméticos para eu olhar. Ela me conquistaria como cliente, se minha mãe não fosse revendedora do mesmo catálogo.
Não reconheci a menina. Ela disse onde morava e desde quando, e nos demos conta de que nunca nos cruzamos. Falei que agora ficava em casa apenas à noite, pois iria começar a monografia. Ela me contou sua 'história', dizendo que já é formada e relatando o dia da apresentação da monografia. Por fim, me desejou sorte e disse que se eu precisasse de algo, era só pedir.
Enfim, fiquei pensando: quantas pessoas são simpáticas e sorridentes assim com quem nem se conhece? Não me diga que é porque ela queria vender, pois poderia ter virado as costas, já que eu já era cliente de outra pessoa.

Enfim, acho que o mundo precisa de mais sorrisos...