27 de jan de 2010

Disciplina é a chave

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Recebi um email hoje que dizia o seguinte:

“Disciplina é chave em praticamente todas as disciplinas humanas. Não espere grandes resultados em atividades que você não se dedica. Fazer pela metade geralmente é igual ou quase igual a não fazer nada”.

Fazer pela metade é fazer como todo mundo faz. Não ter disciplina é ser igual aos outros. Quem não tem foco, dificilmente alcança seus objetivos.

Dizem por aí, que, quando acreditamos e persistimos em alguma coisa, lutamos por um ideal, dificilmente não vamos alcançar nosso objetivo. Bom, eu venho perseguindo esse ideal. Fácil, não é. Mas, quem disse que seria?

Principalmente na profissão de jornalista, a atualização diária é fundamental. Todos os dias, somos bombardeados por notícias de todos os cantos do mundo, novidades sobre a economia, escândalos políticos, lançamentos tecnológicos. Informações que, se você não absorve, fica perdido no tempo, fica fora daquela discussão na hora do almoço, não entende sobre o que os colegas estão conversando e, acima de tudo, perde os argumentos. Ora, por exemplo, como você vai criticar o Pavan e dizer que ele é um vice-governador corrupto sem saber o que está acontecendo? Que fatos norteiam as acusações?

Lembro de um professor na faculdade que sempre dizia: “todos aqui sabem quem são os participantes do Big Brother Brasil. Mas não sabem quem é o Ministro da Justiça”. Ele nos surpreendia com testes de atualidades e não era todo mundo que se saía bem. Aí a gente vem com aquela desculpa... ah mas eu não tenho tempo pra ler jornais, nem pra assistir TV. A internet está aí, com conteúdo de qualidade e o melhor: a maioria desse conteúdo é de graça.

Por isso, pra quem está na faculdade, pra todas as pessoas, o que eu diria é: leia, leia, leia. Conhecimento não ocupa espaço na mente. Muito pelo contrário, abre-a para novos horizontes.

21 de jan de 2010

Educação não traz votos

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Desde que me entendo por gente, como diz aquele ditado conveniente, eu lembro de que sempre gostei de estudar. Tinha interesse por leitura, procurava caprichar nas atividades. Costume esse que trouxe para a faculdade. Formei-me em faculdade particular mas estudei a vida inteira em escola pública.

De vez em quando começo a observar as pessoas ao meu redor. Somos todos diferentes ok, mas o que difere nosso interesse pelo conhecimento? Digo, vejo tanta gente por aí que tem vontade zero de terminar os estudos. Outros que levam a faculdade com “a barriga”, terminam com muito esforço, apenas para poder dizer um dia: tenho um diploma. Um diploma que, diga-se de passagem, não vale mais muita coisa no mercado de trabalho de hoje em dia. Há muitos anos-luz, ter uma graduação era como ter um doutorado hoje: você era considerado super importante e competente. Hoje, o cenário mudou. Quem ficar só na graduação pode ser passado para trás. Diferenciais no currículo contam bastante.

Mas é óbvio que nada disso adianta se não houver competência por parte do candidato. E podemos dizer que quem não é competente não vai passar muito além da graduação. É a acomodação.

Aí eu pergunto de onde vem tanta falta de vontade? A maioria das pessoas vai ficar sempre na mesmice. Porque, na realidade, precisamos nos esforçar muito para ser destaque no meio de um monte de iguais. E o esforço assusta, o esforço cansa, o esforço exige sacrifício. E não são todos que estão prontos para abrir mão de momentos de lazer e fins de semana de farra e descanso.

Acho que a origem disso tudo pode vir de dois lugares. Primeiro, de casa. Se os pais não incentivam, não dão o exemplo, o filho nunca vai se conscientizar de como os estudos são importantes. Depois, no caso do ensino público, vem o outro problema. O ensino que o governo oferece é fraco, temos que admitir. Quantas escolas não têm recursos, livros, estrutura... Aí vem também o outro lado da moeda, aquele que diz que quando uma pessoa quer mesmo ela corre atrás de qualquer jeito.

Engraçado é que o governo tem um ensino público fraquíssimo e um ensino superior disputado a tapas por quem quer uma vaga. Só entram os melhores. É engraçado como a situação se inverte: quem tem condições de estudar em um bom colégio vai estar mais preparado para entrar em uma Federal. Já que ficou no ensino do governo vai ralar pra entrar numa boa universidade e, às vezes, não vai ter escolha, a não ser estudar em uma faculdade particular. Os papeis se invertem. E é justo?

Não seria melhor investir numa educação de qualidade para o povo? Todo mundo sabe que a educação é a base do desenvolvimento. Mas, como li em um blog outro dia, educação não traz votos.

20 de jan de 2010

O fim do mundo

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Faz algum tempo que eu ando pensando seriamente em uma coisa: o mundo está acabando. Não haverá o dia do fim do mundo em que meteoros atingirão a terra e destruirão tudo por aqui e um grande júri será montado para que seja decidido se você vai para o céu ou para o inferno. NOT.

O mundo está acabando faz tempo. Desde que o homem perdeu a noção do perigo e passou a tratar o planeta como se fosse um chiqueiro. Engraçado, queria saber se o porco que joga o lixo nas ruas faz a mesma coisa dentro de casa. Será que sua sala de televisão tem latinhas de refrigerante jogadas pelo chão? Sem contar o outro grupo de porcos que não sabe usar banheiros públicos. Está aí o motivo pelo qual muitas pessoas evitam usar esse tipo de ambiente para suas necessidades. Vamos ser realistas, o matinho muitas vezes é bem mais limpo que aquele banheiro de uma festa.

Engraçado como é muito mais cômodo você pensar que a culpa pelo aquecimento global é das grandes empresas e potências, que preferem o lucro ao fardo de poluir menos. Não. A culpa não é só deles. A culpa é de todos nós que jogamos simples papeis de bala pela janela do carro. A culpa é nossa, ao passar do lado da lixeira, errar o alvo e não juntar a latinha do chão. A culpa é nossa, que não fechamos a torneira ao escovar os dentes e passar a esponja nas louças.

O mundo está acabando sim. Quando me deparo com o noticiário falando do terremoto que atingiu o Haiti, quando ouço a notícia sobre a tragédia em Angra, quando vejo a onda de frio matando muitos na Europa e o calor castigando nós aqui no Brasil. Definitivamente, o tempo está louco e a culpa é nossa sim. Até quando vamos fugir dessa responsabilidade, até quando vamos pensar que tragédias acontecem só com os outros?

Estamos destruindo nossa casa, aos poucos. Como toda ação tem uma reação, o planeta está devolvendo tudo na mesma moeda. Uns tem o que merecem, outros nem mereciam tanto sofrimento. Pergunto-me: o que sobrará para as próximas gerações? Um clima descontrolado, uma biosfera desfalcada, eventos climáticos que devastam tudo que encontram pela frente. Sonhos destruídos, vidas interrompidas.

Tem alguma dúvida de que o mundo está acabando? Nós estamos acabando com ele.

18 de jan de 2010

Não tenho tempo para conquistar meus sonhos

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Esse post foi retirado do Blog "Nome do Jogo", de Carlos Brando.
Acho que a reflexão vale.


Você já sonhou com a abertura de sua própria empresa, a criação de um produto para a internet ou simplesmente ensaiou criar um blog sobre programação ou qualquer outro assunto de seu interesse? Se a resposta para essas perguntas, ou para uma similar a essas, for afirmativa, espero que você já tenha iniciado algum plano para atingir a sua meta. Caso contrário, por que ainda não começou a trabalhar para conquistar o seu sonho?

Infelizmente a maioria das pessoas padece sempre do mesmo mal, a falta de tempo. Se você também é uma dessas pessoas que além de trabalhar, precisa dedicar tempo a sua família, cuidar da sua saúde e cumprir com um número sem fim de responsabilidades, e por isto nunca consegue tempo para correr atrás do seu sonho, eu sou obrigado a lhe dizer: Você é um preguiçoso (e eu não estou falando deste tipo bom de preguiçoso).

Sempre há tempo suficiente. O problema é que a maior parte das pessoas gasta todo o seu tempo livre em atividades que não são tão importantes e o que sobra não é o suficiente para correr atrás do seu sonho.

Todas as grandes pessoas que eu conheço, também estão sobrecarregadas com as mesmas responsabilidades familiares, profissionais e outras atividades importantes que consomem muito do nosso tempo. A diferença entre os que apenas sonham e os que realizam seus sonhos pode ser resumida em apenas uma única palavra, equilíbrio. Simplesmente não existe uma pessoa no mundo que esteja totalmente livre de obrigações. Desta forma, ouvir a expressão “não tenho tempo para me tornar grande” sempre soará como uma bela desculpa para a preguiça.

Não possuir muito tempo para começar é natural, mas isto não significa que você nunca tem um tempo livre para começar. As pessoas em geral usam a falta de tempo como uma desculpa para não se sentirem tão mal por nunca terem realizado nada grandioso.

Este tipo de desculpa é ainda mais deprimente quando vem daqueles que ainda estão estudando. “Eu preciso estudar tanto… Tenho tantas aulas… Tantos trabalhos para entregar…”. Se você está tão atolado com seus estudos que não há tempo de aprender nada fora da escola, então definitivamente alguma coisa está errada.

Certa vez uma pessoa muito inteligente disse: nunca deixe sua escola interferir com a sua educação. Mais uma vez, equilíbrio é muito importante.

Veja o caso do criador do Rails, David Heinemeier Hansson. Ele comentou certa vez em uma entrevista que durante seu período na escola ele recebeu muitas notas B e C, e que ele se sentia muito orgulhoso destas notas já que elas vinham com quase ou nenhum tempo gasto estudando. Enquanto isso ele usou a maior parte do seu tempo livre estudando coisas de seu interesse por conta própria e iniciando seus projetos pessoais e a criação da sua própria empresa.

E ele conseguiu. Mesmo estudando, ele criou o Instiki, o Ruby on Rails e o Basecamp e ainda se tornou sócio da 37signals. Você acha que ele conseguiria tudo isso se suas maiores preocupações fossem tirar notas A na escola e jogar videogame? Com certeza, não.

Se você realmente deseja conquistar algo, então você conseguirá tempo para isto, independente de quais são as suas outras obrigações. Não deixe seus sonhos para depois.

Mas se eu posso ser realmente honesto com você, eu prefiro que você continue apenas se desculpando com a falta de tempo e que nunca inicie nada, isto é melhor para mim… menos concorrência.

15 de jan de 2010

Teimosia

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Assisti ao filme "Lula – o filho do Brasil" ontem à noite. O resultado? Gostei. E gostei muito.

Não quero entrar em méritos políticos aqui. Acredito que qualquer que seja o cara que chegar ao cargo máximo da hierarquia brasileira nunca vai agradar 100%. Sempre vai ter alguém da oposição querendo importunar o seu caminho. Infelizmente, política aqui no nosso país é assim. Muita gente pensando apenas no seu partido e muitas vezes esquecendo-se que estão lá para representar o povo.

Mas, isso é assunto pra outro dia ou até pra não ser comentado. Política pode causar desentendimentos e até desafetos quando as opiniões são extremamente contrárias.

No caso do Lula, apesar de sua popularidade estar em alta, ouço muita gente só falar mal do cara. Um dos maiores motivos disso é o fato de ele não ter diploma de curso superior. Ou porque não sabe falar direito. E aí eu poderia citar tudo que ouço por aí.

Mas, como explicar sua popularidade? Talvez pelo Bolsa-Família? A maior parte da população é pobre e o benefício agrada a muitos. Talvez isso explique... talvez. Sinceramente não sei. E também não concordo com muitas críticas que fazem a ele por aí.

O filme ao qual assisti ontem pode explicar isso um pouquinho. Não se enganem, não mostra praticamente nada do Lula candidato, do Lula presidente. As pouco mais de 2 horas contam a história de Luis Inácio desde sua infância pobre – paupérrima, diga-se de passagem – até sua prisão na ditadura. Mas essa história é contada de um jeito incrível.

Destaque para Glória Pires, que interpreta Lindu, mãe de Lula. Mãe é mãe, não adianta né? A todo momento, a preocupação e a vibração, o sonho de que os filhos se tornassem alguém na vida. E, claro, as lições. Numa das passagens do filme, dona Lindu diz a Lula, muito cansado, na época em que o desemprego era o fantasma de muita gente: teime meu filho. É só teimar.

Falo tudo isso para chegar até aqui e afirmar que, independente dos defeitos de Lula como presidente ou pessoa, em uma coisa, após assistir o filme, acho que muitos vão concordar: o cara merece crédito por ter saído de onde saiu, sem perspectiva NENHUMA e ter chegado à Presidência da República.

“Lula – o filho do Brasil” tem uma mensagem similar como a de outro famoso filme brasileiro, “Dois filhos de Francisco”, que narra a história de Zezé di Camargo e Luciano. Ou ainda, como a de “Em busca da felicidade”, que conta a história real de Chris Gardner, pai que faz o possível e o impossível para cuidar de sua família, mas nunca possui o dinheiro necessário para isso, chegando inclusive a dormir com seu filho dentro do banheiro da estação de metrô. Qual a mensagem? Teimosia, muita teimosia.