30 de ago de 2010

Mulheres de atitude

0 comentários
Já falei de empreendedores por aqui, assim como já falei de atitude. Acho que o empreendedorismo está ligado diretamente à atitude – e também à visão de futuro, criatividade e paciência. Mais do que saber que pequenos negócios podem, sim, prosperar e dar certo, seguindo a lógica visão + atitude + criatividade, é interessante poder conferir exemplos de perto e comprovar tudo o que lemos nos livros e revistas de negócios.

Sabe aquelas histórias legais que você assiste no “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”? Elas não são como os príncipes encantados, que só existem nos contos de fadas. Negócios que deram certo podem estar mais perto do que você imagina, basta observar bem.

É muito interessante ver a alegria e satisfação de quem acreditou e lutou por algo. Foi o que aconteceu comigo há cerca de 15 dias, quando estive em minha terra natal, Meleiro, e conheci o trabalho de pessoas que fazem acontecer. Por iniciativa própria, decidi entrevistá-las e mostrar seus trabalhos em meu outro blog, o Habitat Feminino. Por quê? Em primeiro lugar, para derrubar o ditado que diz que santo de casa não faz milagre e em segundo, valorizar pessoas da região, mostrando que os trabalhos merecem destaque. Marcas grandes já possuem visibilidade e há muita coisa de qualidade sendo feita por aí – e que não possui divulgação ou reconhecimento necessário.

Minhas entrevistadas foram três, uma que se dedica à moda íntima, outra que trabalha com moda íntima e moda praia e a última cria e confecciona bijuterias. Sabe o que mais me impressionou? Foi saber que todas elas eram completamente leigas quando começaram. Sem curso, sem aperfeiçoamento. Acreditaram, meteram a cara e hoje são realizadas – todas se mostraram completamente apaixonadas pelo que fazem e ganham dinheiro fazendo o que gostam. E não param por aí. Elas querem mais, pensam no futuro, querem crescer, fazer negócios, inovar. Estão por dentro das tendências, valorizam a qualidade; enfim, são empreendedoras. Mulheres de atitude, que não esperam nada cair do céu e vão à luta.

Olhar para essas mulheres e conhecer a história de vida delas não me causou inveja. Muito pelo contrário – trouxe satisfação e orgulho. São exemplos de inspiração – aqueles que fazem você vencer o tédio e a preguiça nos momentos de desânimo, levantar a cabeça e continuar a trabalhar.


Para conhecer os exemplos que citei na coluna, visite o Habitat Feminino.
Clique aqui para conhecer a história da Jô, da Rara Design e aqui para conhecer a história da Silvana, da Morena Flor.

27 de ago de 2010

Casos e acasos de um míope

0 comentários
Você usa óculos, lentes ou afins? É míope? Precisa apertar os olhinhos para enxergar alguém quando está sem os seus apetrechos? Não, seus problemas não acabaram – ao menos que você faça a cirurgia corretora; mas isso aí é escolha de cada um e papo pra outro dia. O assunto aqui é hoje gira em torno dos micos pagos pelos míopes. Ah, somos tão especialistas em pagar micos...

Como é triste ser míope. Ontem, estava em uma empresa esperando para uma reunião e as pessoas passavam de longe, olhavam para mim, acenavam, e eu só conseguia ver vultos. Parece que ensaiavam sorrisos – ou caretas, afinal se você me mostrar a língua e eu estiver sem óculos nem vou notar – e eu ficava com aquela cara de hã? Na dúvida, acenava e, pela fisionomia, tentava reconhecer quem era a criatura que estava me cumprimentando.

Veja só, o míope passa por antipático. É... tem alguém do outro lado da rua que te abana e você nem aí – na dúvida, é melhor fingir que não viu, não é? Afinal, você corre o risco de acenar para alguém que sequer viu que você passou – o alvo daquela pessoa era outro e você nem notou. Quem mandou andar sem óculos?

Aí, quem não sabe da sua falta de visão, pode sair por aí te difamando. “Ora, ora, como a Laura é julgada né? Nem olha pra nossa cara”. Não, gente, não sou julgada, sou míope.

Triste é ler placa de informações sem óculos. Principalmente quando você não tem como chegar mais perto das letrinhas. Hum, o que será que diz aquele anúncio? Qual a propaganda do outdoor? A placa pela qual eu passei dizia que era proibidio virar aqui? Crash. Batida. É, era proibido.

Mas, quando o míope encaixa seus óculos ou coloca suas lentes, um novo mundo se mostra para ele. Ah, imagens com definição HD, cores nítidas, formas reconhecíveis. Que milagre fizeram os inventores dos óculos e lentes de contato!

Porém, tem aqueles que não gostam de andar a toda hora com os óculos. Imagine o míope na balada. Não sai com óculos porque fica com cara de nerd. Prefere arriscar-se na escuridão – o que torna sua situação drasticamente pior – e sair por aí sem óculos. E as lentes? Ah, talvez ele não tenha dinheiro para comprar – preferiu trocar a armação antiga, que já tinha 5 anos, em suaves 24 parcelas. E lá vai ele ou ela.

A primeira batalha é no trânsito. Míope sem óculos deveria ter aviso no carro, assim como os aprendizes de motoristas. Cuidado: semi-cego ao volante. Ele adivinha as placas, vê os carros pela luz e anda devagarinho para não fazer nenhuma besteira. Ufa. Até que deu certo.

E na badalada festa então, coitado do míope. As luzes piscando sem parar, a fumaça do cigarro, aquela gente toda se espremendo em um cubículo. Ele bebe whisky achando que é guaraná – só percebe quando já deu aquele golaço, hehe. Tadinho. Passa uma, passa outra, papo vai, papo vem e ele beija. Muito. Olha, a menina nem era lá essas coisas. Mas e daí né? Ele nem viu mesmo. Pensando bem, dá pra ter momentos felizes sendo míope.

26 de ago de 2010

A geração teen e o culto aos ídolos

0 comentários
Quem aí já ouviu falar de Felipe Neto? Basta acessar os vídeos dele para entender porque o menino criou polêmica. Uns o adoram, outros o odeiam. E por que isso? Haha, que dúvida, ele fala o que pensa, sem papas na língua. E as opiniões dele (como as nossas) não agradam a todo mundo.

Um dos vídeos que ele produziu e que mais me chamou atenção foi um no qual ele criticou artistas teen e suas fãs. Felipe trata com sarcasmo a relação fã x ídolo, ídolo x fã. Tanto um lado quanto o outro distribui verdadeiras declarações de amor. Peraí, declaração de amor?

Como já diz o título do site de Felipe, não faz sentido. É, não faz mesmo. Se você dar uma navegada pelos perfis de Twitter e Orkut da geração teen, principalmente das meninas, vai encontrar frases desesperadoras. Amo José. Preciso ver João. Pedro é minha vida. Morro pelo Joaquim. (Os nomes são meramente fictícios). As meninas despendem seu tempo para cultuar os ídolos. Eu me pergunto: será que elas conseguem ter uma vida normal? Digo, será que elas conseguem se dedicar a coisas normais de adolescente, como ler a Capricho, pensar na roupa que vão usar para a festa de 15 anos, pintar a unha, sem que isso esteja intimamente ligado àquele ídolo, que nem sabe que ela existe?

Sim. Precisamos ser realistas. Um ídolo tem milhares, milhões de fãs. Deve ser legal ter várias pessoas querendo você, pensando em você – e o melhor, fazendo com que você ganhe dinheiro. Mas, como já disse Felipe Neto – ele não te ama! Sim, não ama porque ninguém pode amar alguém que não conhece. Da mesma maneira que aquilo que uma fã sente por um ídolo não é amor – ou não deve ser, né? Sei lá, eu acho legal ter um ídolo, ter em quem se espelhar, ter um exemplo para seguir ou alguém pra curtir, “alguém que eu quero ser quando crescer”. Agora, despender todo o seu tempo e energia nisso não é saudável. As meninas sonham com Justin Bieber e a maioria delas sequer terá a chance de ir num show do cara.

Parece que ser fã virou uma escolha de vida. Uma grande legião dedica todo o seu tempo para isso – há quem passe horas repetindo pedidos que imploram por um simples “oi” do ídolo via Twitter. Gostar de um artista virou outro verbo – cultuar, venerar. Em tempo integral. Acho que é preciso ficar de olho na linha tênue que divide admiração e obsessão. Deixar de viver a sua vida para ficar pensando em como seria se o Justin Bieber pudesse ser seu namorado ou como seria interessante ter o endereço de MSN dele, definitivamente, não é uma boa escolha. Não sou eu quem digo, hein. Já ouvi isso de vários especialistas. Afinal de contas, tudo na vida precisa ter um limite saudável.


Conheço um menino e uma menina que, felizmente, não fazem de suas vidas uma saga para serem notados pelos ídolos. Estão mais preocupados em aprender mais na escola, em falar uma segunda e terceira língua e planejar o futuro. E nem por isso deixaram de ser jovens legais. Que bom. Nem tudo está perdido. Espero que a juventude que se descabela por um “oi” não se arrependa mais tarde... Amém.

25 de ago de 2010

Confissões

0 comentários
Gente, estava eu bem relax visitando os blogs por aí e fui conferir a postagem nova da Maitê Lemos, do Penso em Tudo. O post era sobre confissões, um meme, espécie de corrente. É assim: a gente deve contar 9 coisas sobre a gente, coisas que vocês não saibam.
E depois de se despir... você deve indicar 9 pessoas para responder o meme. E eis que Maitê indicou euzinha. My God!

Para algumas pessoas, o que eu vou escrever aqui pode não ser novidade. Mas como o público é diversificado, pode ser divertido.

Vejam, óbvio que eu tenho muto mais segredinhos (muahahahaha, risada maléfica), porém, eu gosto de guardá-los.

Vamos lá:

1 . Faz meses que eu não vou à igreja. É. Sou católica e tal, mas olha, dificilmente vou à missa. Entretanto, não é por isso que perdi a fé. Acredito que a fé está dentro de cada um de nós. Não adianta ir à igreja para ficar reparando na roupa dos outros, por exemplo - e olha que tem gente que faz isso.

2 . Gostava de colocar o despertador para mais cedo, só pra ter o gostinho de desligar e saber que posso dormir mais. E não era coisa de poucos minutos antes. Já cheguei ao cúmulo de programar o alarme para 1 ou até 2 horas antes de pular da cama. Com o tempo, percebi que isso só prejudicava o meu descanso (óbvio) e hoje programo o bichinho para tocar 15 ou 20 minutos.

3 . Eu levo quase tudo a ferro e fogo e isso, definitivamente, não é bom. Não dá para cobrar qualquer coisinha de todas as pessoas, porque nós não somos todos iguais.

4 . Compro livros compulsivamente – e não consigo ler todos na mesma velocidade. O mesmo vale para séries e filmes. Eu adquiro e sei que um dia eu vou ler e assistir tudo. Investimento em conhecimento nunca é demais.

5 . Dificilmente consigo passar um feriado ou fim de semana de pernas pro ar. Tenho a sensação de ser inútil e procuro alguma coisa para fazer. E isso é muito chato às vezes, porque é preciso se desligar de tudo para descansar e ter um pouco de paz.

6 . Estou matriculada no Pilates, mas eu falto mais do que vou. Faz um mês que não
vou.. (vergonha). Não é preguiça, é falta de tempo! Ok, não vou nem comentar de tanta vergonha.

7 . Eu falo alto - e isso me incomoda. Também falo MUITO, mas isso não me incomoda.

8 . Eu falava mal do Twitter antes de entrar nele. Hoje, sou apaixonada por essa ferramenta, uso mais que o Orkut (tá, tá, o Orkut tá falindo mas eu ainda gosto dele).

9 . Eu e meu namorado já ficamos analisando os casais nos lugares e tentando descobrir se eram ficantes, namorados ou primeiro encontro. É tão legal observar os gestos das pessoas. Sem sacanagem, a psicologia explica!

DEU. Até que não doeu. Hehehe

Agora, quem vai responder o meme é:

Donna Wal

Meu quarto tem neve

Bem sacada

Palavra Cult

Cheia de Estilo

Blog Assuntos Diversos

Gente, não sei mais quem indicar... =( Não adianta eu encher de links de blogs cujos autores nem passam aqui né?
Se alguém quiser dar alguma dica, agradeço!

Beijos

O que você faz para fugir de uma liquidação?

2 comentários
Essa época do ano representa um perigo para nós, mulheres. Meia estação. As marcas começam a divulgar as peças lindas que virão com tudo no verão. Você começa a sonhar com os vestidos e as sandálias que vai desfilar por aí, linda, leve e solta. Porém, nas lojas, a palavra mágica, que atiça os desejos e arrependimentos de muitas mulheres é: liquidação.

Isso mesmo. LIQUIDAÇÃO. Em caixa alta, em vermelho, em tamanho grande, com luz fluorescente. É praticamente impossível fugir de seus chamados. 50% de desconto, aproveite. Todas as peças com preços especiais. Sapatos por apenas R$49,90. Casacos por R$59,90.

Os pensamentos vêm à tona. Primeiro, os de euforia. Afinal, não dá para deixar aquela calça linda na loja dando sopa por meros 30 reais né? E os sapatos, nem pensar em cogitar a possibilidade de não levá-los. “Provavelmente continuarão em alta no próximo inverno”. “Economizo agora e ano que vem não preciso comprar nenhum par”. “Veja só, pelo preço de um eu levo três”. “Dá pra fazer no cartão de crédito? Então, vou levar esse que combina com aquele vestido, esse que dá pra usar no trabalho e esse na balada”. E lá se vão as mulheres, cheia de suas sacolas, orgulhosas de suas compras, felizes por ter economizado bastante e satisfeitas por juntar mais alguns itens à coleção infindável de sapatos e roupas que mal cabem no guarda-roupa.

Isso quando não pinta o arrependimento. “Putz, paguei R$150 por aquela peça e agora ela está com 60% de desconto”. O peito dói. O bolso, mais ainda. Você chora que nem criança por dentro e fica pensando na graninha que poderia ter economizado e no custo benefício da liquidação – se tivesse sido paciente e controlado sua ansiedade, poderia estar levando mais peças agora, dois meses depois de ter se endividado e rebolado para pagar a pilha de carnês que se acumula na gaveta – ou a lista de compras infinita que completa a fatura do cartão de crédito.

Mas, agora que o estrago foi feito, bóra aproveitar essas vantagens. Pagamento facilitado, descontos irresistíveis e peças maravilhosas. Mas peraí, não é melhor economizar e esperar a coleção de verão? O frio já vai embora... A voz da consciência grita (ela já cansou de falar manso): você não precisa disso! A voz da “diabinha” seduz: aproveita boba, pra que deixar aqui se está barato? Você pondera: “tenho várias blusas dessas, mas eu uso tanto, são tão práticas. E por esse preço... vai ser só essa, vou usar muito e vai valer o investimento. Afinal, deixar ela aqui, dando sopa por essa mixaria é até um pecado”. Apesar dos gritos estridentes da consciência, quem riu por último foi a voz da “diabinha”: “ótimo trabalho querida!”.

E lá vamos nós, felizes para casa. Comprar é bom né?

Quem tem a receita aí para resistir às tentações, levanta a mão!
Se a sua dica funciona, não perca tempo, boba. Registre, venda a ideia e seduza as mulheres. É um mercado próspero. E não esquece de fazer liquidação no final, ta? Estarei na primeira fila! Afinal, comprar é tudo de bom! Que o santo do dinheiro ajude-nos! Hehehe

24 de ago de 2010

Pelo não ao mau humor

0 comentários
Mal humor é uó. Quem já não acordou um dia e desejou poder ficar na cama para não ter que encarar ninguém? Ainda mais nós, mulheres, que carregamos essa fama de amargas durante a famosa TPM. Mas o mau humor não é exclusivo da mulher, ele é inerente do ser humano.

O mau humor pode até ser compreensível, afinal, não somos de ferro, não acordamos com paciência todos os dias, não temos saco de aguentar certas conversas a toda hora, não queremos sorrir quando nossa vontade é gritar. Assim como alegria e a simpatia, o mau humor faz parte do nosso dia-a-dia.

Só que não é por isso que as pessoas vão aceitar o mau humor numa boa. Afinal, mesmo que você não tenha paciência para aguentar algo, é preciso lembrar que as outras pessoas nada têm a ver com a sua acidez. Mau humor estraga o dia. O seu e o dos outros. E o pior tipo de mal humorado é aquele que desconta a raiva em quem não tem nada a ver com isso.

Quando eu estou mal-humorada, nem eu me aguento. Rezo para que minha impaciência passe logo, pois as chances de eu dizer algo e me arrepender depois são enormes. Se nem eu me suporto, imagine só as pessoas que estão ao meu redor.

Por isso que eu afirmo: aguentar pessoas mal humoradas é uó. Ninguém é obrigado a tolerar agressão gratuita, amargura aos quatro ventos, cara travada sem motivos. Mal humor gratuito é repugnante. Você está na sua, de bem com a vida e alguém chega com aquela cara azeda e torta, fala de um jeito diferente e pronto: você já sabe que a boca não está boa. Você trata a pessoa bem e, em troca, leva patadas. Você faz uma pergunta e é apedrejado. Não dá para aceitar isso e relevar. Até porque, atualmente, parece que mal humor está na moda. O próprio clima, o jogo da noite anterior, o cansaço, a ansiedade... tudo é motivo para você estar de ovo virado. “Dá um desconto, ele está estressado”. Não.

Imaginem então as vendedoras. Elas nem sempre têm saco para mostrar todas as peças, porém, é o dever delas. Não tenho vontade de voltar em uma loja onde a vendedora não me tratou bem. Semana passada, por exemplo. Loja fechando, limpando o estoque, às moscas. E a vendedora sem nem fazer força para ser simpática – não soube, sequer, fingir um sorriso. Coisa mais repugnante isso. É triste, é. Porém, o cliente não tem nada a ver com o fracasso do negócio. O que ele quer é ser bem atendido, saber se tem o tamanho daquela blusa e quanto ficará a peça com desconto.

E a receita pra fugir disso? Ah, se existir uma fórmula, essa pessoa enriquece. É difícil. Tem gente tinhosa que, apesar de atirar para todos os lados, continua achando que está na razão. Tem aquele que se arrepende e pede desculpas. Tem aquele que nunca desce do pedestal. Quando eu consigo, conto até dez, respiro fundo, um, dois, três. Afinal, tem coisas que realmente não valem a sua raiva, nem o seu estresse – e pode bater o arrependimento mais tarde. Nem sempre falar o que vem na cabeça é a melhor escolha. Principalmente quando não se está em um bom dia.

Uma saída é sempre lembrar como você gostaria de ser tratado. Colocar-se no lugar do outro pode funcionar – pena que ninguém faz isso.

23 de ago de 2010

Sexo frágil?

0 comentários
Temos que admitir. O cenário das eleições 2010 é diferente de outros anos. Dos três principais concorrentes ao cargo de presidente da república, duas são mulheres (Dilma e Marina). Quem diria? Mulheres concorrendo de igual para igual com os homens. Não estou aqui para defender nenhuma das duas, nem o Serra. Até porque não sei em quem vou votar ainda e, mesmo que soubesse, minha proposta aqui não é fazer ideologia política.

Fico satisfeita em perceber que o chamado “sexo frágil” vem conquistando seu lugar ao sol há tempos. Hoje, nós já ocupamos cargos importantes nas empresas, mostramos que podemos, sim, ter filhos e nos dedicar a uma carreira. Óbvio que as mulheres ainda são as que precisam abdicar de alguma coisa para construir uma família, mas somos campeãs em “se virar nos 30” para dar conta de tudo.

É bom observar essa mudança de comportamento da mulher. Deixamos de ser apenas a companheira dos homens e passamos a ganhar nossa posição na sociedade. A política de salários ainda não é a mesma em muitos lugares, somos vistas como barbeiras no trânsito e loiras são consideradas burras. Clichês que pedem menos preconceito e mais reconhecimento da sociedade, mas sabemos que somos capazes.

Mas nem todas as mulheres se conscientizaram de seu papel e seu valor na sociedade. As que se calam em meio a agressões e não contam com o amparo da Lei Maria da Penha, por exemplo, são muitas. Há muitos homens covardes, que ainda insistem em resolver tudo no tapa. E as mulheres, por medo, ou por falta de informação, na maioria das vezes, calam-se. Absurdos que ainda atormentam o sexo feminino.

Além disso, parece que a história de jogar o sutiã na fogueira ficou mesmo no passado. Muitas mulheres têm alimentado conceitos machistas com exposição gratuita na web ou usando o corpo para conseguir vantagens. Isso é, infelizmente, lamentável. Depender apenas de atributos físicos pode ser perigoso. Em que plano ficam a inteligência, os valores e outras qualidades das mulheres que se limitam a bumbuns e seios? Um corpo legal pode chamar atenção em primeiro momento, mas se as ideias não ajudarem... Fica difícil.

É realmente o extremo: enquanto algumas querem governar um país ou conquistar um cargo melhor na empresa, outras se contentam apenas com exibicionismo. Se isso basta, não tenho mais nada a dizer.

18 de ago de 2010

Lições de Julie e Julia

0 comentários
No último sábado, em meio a cobertas e devidamente farta depois de uma bela janta, assisti ao filme “Julie e Julia”, por indicação de uma amiga. Eu já tinha lido algo sobre a história em alguma Marie Claire desse ano.

Julie tem uma vida simplesinha - é atendente de telemarketing, vive em um apartamento em cima de uma pizzaria, tem um casamento estável. Suas amigas são super bem-sucedidas, atendem ligações de trabalho a toda hora, têm metas. Entretanto, Julie tem uma existência medíocre, sem perspectivas de melhoras.

Julia é uma famosa cozinheira americana, que lançou um livro de culinária que é uma bíblia para as americanas e ensinou receitas na televisão. Não viveram exatamente na mesma época, mas suas vidas ficaram ligadas - pelo menos para Julie. Cansada de nunca terminar nada em sua vida, Julie impõe a si mesma um desafio: fazer as mais das 500 receitas do livro de Julia em um ano. As experiências seriam compartilhadas em um blog.

O que mais chamou minha atenção no filme foi a atitude e a determinação de Julie. Ela colocou uma meta em sua vida e fez de tudo para cumpri-la. Tinha um compromisso com seus leitores. Mas o maior compromisso era com ela mesma. Queria sentir-se alguém, queria fazer algo que lhe desse orgulho, queria ter uma motivação, algo com o que se empenhar.

Legal acompanhar as vibrações dela a cada comentário, a felicidade ao acertar o ponto da receita, a alegria de preparar os pratos. Se, para alguns (como para a própria mãe) a ideia era bobagem, para Julie aquilo se transformou no objetivo de sua vida.

Não me admira que a história dela gerou um livro de sucesso e o filme que assisti. Nos EUA, o livro Julie e Julia esteve semanas na lista dos mais vendidos em Nova York e o filme também arrasou quarteirões. Isso reitera o que eu disse algumas vezes aqui no blog: ter atitude na vida é imprescindível para o sucesso. Julie não ia chegar a lugar algum com a frustração que tomava sua vida, carente de objetivos. É preciso se entregar, a pelo menos uma coisa, com amor e dedicação, com vontade. E paciência.

Talvez no começo ela nem tivesse ideia de que o fato de compartilhar as alegrias e as frustrações da culinária levassem-na tão longe. Mas ela fez algo diferente, foi empreendedora, dedicou-se a um talento e encarou um desafio. Ingredientes indispensáveis em um empreendedor, que enxerga oportunidades e acredita nelas.

Pense nisso.

16 de ago de 2010

Pessoas que fazem acontecer

0 comentários
Há quase duas semanas, assisti ao debate presidencial exibido na Band. Antes do início do programa, uma retrospectiva da história dos debates nas eleições do Brasil e, na abertura, orquestra regida pelo maestro João Carlos Martins. Não, eu não vou falar dos pitacos do candidato Plínio, das engasgadas da Dilma, da discrição de Marina nem do discurso do Serra. Deixo isso para os entendidos em política. Reconheço que não tenho conhecimento nessa área para dar opinião. Pelo menos por enquanto. Ainda quero observar e aprender muito para decidir em quem votar, em quem não votar.

No mesmo momento em que vi o maestro regendo a orquestra, lembrei-me de sua bela história, exibida naqueles depoimentos que iam ao ar no fim de cada capítulo da novela “Viver a Vida”, da Globo. A trajetória de João Carlos foi contada no último capítulo do folhetim. E me emocionou. Não só a dele como a de muitas outras pessoas que mostraram sua cara todos os dias, depois da novela, contando seus sofrimentos, as superações e como continuaram tocando a vida.

Todos os dias, deparamo-nos com diversos problemas, ora pequenos, ora grandes. Quem decide se vai conseguir prosseguir, mesmo com adversidades, é você. Passar por cima dos problemas, driblar dificuldades, superar desafios depende exclusivamente de força de vontade. Óbvio que, muitas vezes, não é possível vencer uma doença ou uma necessidade especial. Mas é possível se superar, fazer mais do que aquilo em que todos acreditavam, mostrar que se tem capacidade. Creio que é nas dificuldades que muitas pessoas demonstram suas maiores forças. O saudoso campeão de fórmula 1 Airton Senna confidenciou que sempre vencia as corridas com pista molhada porque quando era piloto iniciante, sobrava a pista para treino para ele quando chovia, pois os pilotos oficiais treinavam com sol. Ah, só resta pista com chuva? Então, treina-se com chuva. E assim se fez um dos maiores campeões, um ídolo brasileiro.

É o desejo de continuar e a vontade de não desistir facilmente dos sonhos que moldam os vencedores. Vencedores não conquistam nada sem suor, sem trabalho, sem dificuldade, sem cair e levantar muitas vezes. É inspirador saber de histórias de pessoas que venceram mesmo quando tudo parecia conspirar contra. Ao tomar conhecimento dessas vitórias, pode-se concluir que o segredo é não desistir nunca. Ou saber quando desistir – e buscar outro objetivo para ser alcançado. A vida precisa de estímulo, de desejos, de sonhos, de ideais. Não acredito que um ser humano possa ser feliz na vida sem ter pelo menos um anseio, um motivo para esperar ansiosamente pelo dia de amanhã.

10 de ago de 2010

Sobre a angústia da morte

3 comentários
De vez em quando, meu pensamento fixa-se em um assunto que me traz uma angústia enorme: a morte. Pode ser que existam pessoas por aí que, pela experiência de vida ou por terem um jeito diferente de lidar com a vida, não encarem a morte com tanta angústia. Mas eu não me incluo nesse grupo.

Os pensamentos sobre a morte vêm em momentos inesperados e vão embora da mesma maneira. Eles não são lembranças que ficam na minha cabeça constantemente – apenas fazem parte de uma reflexão profunda e que me causam sofrimento toda vez que aparecem, de vez em quando. Entretanto, cada vez que penso a respeito, é diferente. É como se fosse a primeira vez que eu pensasse nisso – da mesma maneira que as mortes das pessoas próximas a você nunca são iguais.

O sentimento de impotência que eu sinto quando penso na morte é sufocante. É a certeza mais absoluta da vida: um dia, as pessoas que você mais ama, vão embora, da mesma maneira que você também vai. Muitas vezes sem dizer adeus, sem avisar, sem deixar você se preparar para isso. E será que existe remédio que possa anestesiar com antecedência a dor que a perda de uma pessoa pode causar?

A morte é dor sem remédio, viagem sem volta, tristeza sem fim. Nenhuma pessoa pode substituir a outra. Fico pensando como será a minha vida se, de repente, alguma circunstância, fatalidade, acidente ou vontade do além, arranque de mim as pessoas queridas, as pessoas com as quais eu não consigo viver sem, as pessoas que eu amo. Quando me ponho a pensar nisso, o peito aperta, a agonia toma conta de mim, a angústia me consome. Lá no fundo da mente a gente sabe que isso é inevitável, mas, às vezes, por muito tempo, passamos acompanhando a morte de pessoas que não são próximas e esquecendo que esses tristes acontecimentos poderiam estar acontecendo com a gente. E vão acontecer, talvez não nas mesmas circunstâncias, porém, com o mesmo resultado.

Angústia parecida é causada em mim quando penso na minha morte. Será com quantos anos? Quantas pessoas vão se importar? Do que eu vou morrer? Como? E a pergunta mais intrigante, que me causa mais medo: para onde eu vou? Acabou? Como assim? Eu vou dormir? Eu vou lembrar? Eu vou saber?

Não adianta. O homem já existe há milhares de anos, descobriu a cura para várias doenças, viajou para a lua, inventou avião, criou remédios. Mas não há atenuante para a morte. É o fim de todos, a primeira certeza que temos assim que nascemos. Nós vamos morrer, os outros vão morrer. Triste não? Vão embora, pensamentos angustiantes.

9 de ago de 2010

Os jovens e o valor do dinheiro

0 comentários
Uma recente reportagem da revista Época mostrou que, cada vez mais, os jovens estão fazendo dívidas. Também, pudera. Com o incentivo ao consumo, hoje, até crianças podem ter cartões de crédito pré-pagos. Além do dinheiro de plástico, o cheque especial é outra tentação para se gastar aquilo que não se tem, através de ferramentas que de mágicas não têm nada. A fatura vai bater em sua porta no fim do mês e, caso as contas não sejam acertadas, os juros acumulam-se de forma assustadora.

Entretanto, possuir um cartão é o primeiro passa para começar a gastar. De acordo com uma pesquisa divulgada pela revista, 90% dos consumidores afirmam ficar mais suscetíveis a comprar em lojas que aceitem cartões (de débito ou de crédito). O cartão oferece facilidades, parcela valores, permite fazer compras na internet – o que é hoje uma comodidade. Mas ele pode ser um perigo para quem não sabe lidar com dinheiro. Cartão de crédito é para quem tem capital suficiente para poder pagar as contas que com ele se faz.

Não critico o fato de existirem, por exemplo, esses tais cartões pré-pagos para crianças. Acredito que os pais devem ensinar aos filhos, desde pequenos, o valor do dinheiro e de que maneira lidar com ele. Quem sabe algumas atividades de planejamento financeiro nas escolas também? Algumas inclusive já adotaram essa prática. E é preciso dar o exemplo, claro, já que é dentro de casa que estão os primeiros e principais exemplos da criança.

Além disso, penso que é importante que o jovem saiba desde cedo que nem tudo que se quer se pode ter. Pelo menos não facilmente. Aquele que ganha sempre tudo o que deseja, sem batalhas, sem luta, sem dores, acaba construindo em sua mente a imagem de que o os pais sempre poderão socorrê-lo e a visão deturpada de que as coisas são fáceis – por fim, não dá valor nem ao seu patrimônio nem àquilo que vem dos progenitores, já que sabe que terá alguém que vai apagar o fogo, caso o incêndio se alastre. E aí está construída uma situação cômoda, que se inicia na infância, atravessa a adolescência e pode perdurar na vida adulta. Ganhar um carro facilmente ou até mesmo uma viagem para o exterior pode inflar o ego de alguém que não possui uma carga segura de valores em relação ao dinheiro. Bater o carro, por exemplo, pode não ser problema – o pensamento que vem à mente é: “meu pai teve para comprar, terá para consertar”. Até que não se dê um basta, situações como essas podem ocorrer sucessivamente. Observa-se, em muitos casos, o que a Psicologia denomina de Síndrome de Peter Pan. O indivíduo se nega a “crescer” e enfrentar as responsabilidades inerentes à vida adulta. Ele pode até estudar, mas a falta de objetivos a serem alcançados faz com que ele inicie um curso e, na metade dele, argumente que não era o que ele desejava. Isso faz com que mude de curso sucessivamente ou se detenha em especializações, sem que, no entanto, faça uso de seu conhecimento para se tornar independente financeiramente de seus pais.

Se pararmos para observar um pouco ao nosso redor, vamos perceber como aquele que trabalhou e conquistou algo por seus méritos dá valor ao seu “prêmio”. O que pode não acontecer com aquele que obteve de graça. Esse conceito não é universal, mas é sabido que prezamos muito por aquilo que obtivemos por nosso próprio esforço.

Outro fator que é preciso destacar quanto ao gerenciamento de finanças é aquele velho pensamento: “se eu ganhasse mais, não teria dívidas”. Não acredito nisso. Aquele que não sabe administrar 400 reais, não saberá administrar 1000, tampouco 3 mil. Quanto mais se tem, mais se gasta, mais se quer. Já dizia o velho ditado: dinheiro na mão é vendaval. Por isso, aprender a administrar aquelas notinhas tão valiosas pode valer, materialmente falando, o sucesso daquilo que você tanto almeja.

5 de ago de 2010

Intra-empreendedores – os colaboradores que empreendem

0 comentários
Ao acompanhar o atual mercado, o estilo das grandes corporações e dos profissionais de sucesso, é possível concluir que, a cada dia que passa, o conceito “ não basta ser bom, tem que ser ótimo”, passa a fazer parte do mantra das empresas. Não somente para as multinacionais, mas também para as microempresas.

Não basta ter graduação, é preciso buscar especialização, mestrado, cursos de aperfeiçoamento, ler muito. Além disso, é indispensável possuir espírito criativo e... espírito empreendedor. Peraí, espírito empreendedor? Sim, os empreendedores não são somente os jovens que enxergam demandas e arriscam seus voos solos, acreditando no seu próprio negócio e confiando no seu taco. Empreendedores também podem estar dentro das empresas, contribuindo para o crescimento da mesma como se também fossem gestores. Eles são os chamados intra-empreendedores.

Li sobre isso e achei bem interessante. Na verdade, é apenas um nome criado para colaboradores que já possuíam esse perfil, de dar ideias, de pensar no futuro da corporação, de contribuir para o sucesso da empreitada. A pró-atividade nunca esteve tão em alta como agora. Óbvio que é necessário que as organizações consigam propiciar e incentivar esse clima organizacional, que permite a ação do empreendedorismo e o intra-empreendedorismo.

Afinal de contas, o que é ser intra-empreendedor? Penso que talvez seja preciso, primeiro, deixar de lado aquele pensamento: sou só um funcionário, se eu fosse dono seria outra história. Fazer a mesmice, cumprir as horas e contar o relógio não faz parte da rotina do intra-empreendedor. Claro que também não vale virar noites, por exemplo, sem ser reconhecido por isso. Porém, se o ambiente for propício, sempre é válido tentar se destacar. Hoje, as faculdades formam milhares de jovens todos os semestres. Como se destacar perante o chefe, tentar aquela promoção, aquele aumento? É preciso ser pró-ativo, possuir iniciativa e não ficar limitado a fazer apenas o que é a “minha função”. Não. O intra-empreendedor cuida da organização como se fosse sua, antecipa-se aos fatos, inova, cria. É preciso fazer diferente, ser diferente, fugir da mediocridade.

Alcançar o topo, ter sucesso, sentir-se útil, saber que seu trabalho é reconhecido... tudo isso não é fácil, exige esforço e atitude. Exige vontade de se destacar, de fazer o melhor, de fazer valer a pena. Reclamar sem tentar ser diferente é fácil. É preciso tentar sempre.

Além disso, creio que essa atitude intra-empreendedora pode ajudar aqueles que têm planos no futuro de abrir seu próprio negócio. Podem adquirir experiências de sucesso, e aperfeiçoá-las lá na frente. E, sobretudo, adquirir uma postura mais ativa, sem procrastinação, fará bem à saúde mental. Afinal de contas, é desejável que o trabalho traga um mínimo de prazer, já que passamos boa parte de nossas vidas dedicando-se a ele.

"O que quer que você seja capaz de fazer, ou imagina ser capaz, comece. Ousadia contém gênio, poder e magia”. (Goethe)

2 de ago de 2010

Atitude e acomodação. Em que time você joga?

1 comentários
Apesar de gostar muito de falar, eu gosto de observar. Nem tudo cabe a nós falar. Mas estamos constantemente em observação. Observando o mundo, as pessoas e suas atitudes.

Atitude. Para algumas pessoas, ela virou sobrenome. Para outras, passa longe. Admiro e procuro me espelhar em pessoas de atitude. Atitudes construtivas, atitudes positivas. Não aquelas atitudes vinculadas ao mal e à vontade de atrapalhar. A atitude passa longe da acomodação. E como eu vejo gente acomodada. Mas também vejo gente de atitude. Por muitas vezes, as pessoas de atitude teriam menos chances que as acomodadas. Mas fazem acontecer e fazem valer a pena.

Eu admiro, incentivo e apoio pessoas que fazem acontecer. Pessoas que têm um ideal de vida, que lutam por algo, pensam no futuro. Esta aí outra coisa que nos difere uns dos outros, além da coragem para certas coisas: a atitude e a acomodação.

Ter atitude não é fácil, não é simples e não traz tantos resultados imediatos. Aprender um idioma sem vontade não te leva a lugar nenhum. Fazer uma faculdade que está na moda também não. Da mesma maneira que investir em um relacionamento fracassado. Isso é acomodação. E hoje são poucas as pessoas que tomam uma atitude para fugir da mesmice e se destacarem. Entretanto, são elas que colhem os melhores frutos lá na frente.

As pessoas de atitude são aquelas empreendedoras, que acreditam em sonhos reais e que lutam para que eles se realizem. As acomodadas são as que querem ganhar na loteria sem ao menos apostar, aquelas que se contentam com um emprego medíocre, que não as deixa feliz, mas garante o salário no fim do mês. São aquelas pessoas que continuam investindo no casamento falido e em atitudes que só depreciam o ser humano. Aquelas que só planejam o que vão fazer com o dinheiro gordo que a Mega-Sena pagará no caso de único ganhador, mas que mal sabem o que querem da vida. Como se apenas isso pudesse resolver seus problemas.

Existe outro meio, que é se mexer. Trabalhar, lutar, cansar – desde que seja por algo que você acredite que valha a pena e que você queira muito. Tenho pouca idade, mas suficiente para saber que as coisas não caem do céu. É você que as faz acontecerem. E não me venha com a história de QI (Quem Indica). Ele pode facilitar um caminho, mas, se você não for competente... tchau.

O emprego não virá até você, o príncipe não vai te procurar em casa de pijama e a oportunidade não vai te mandar um e-mail. É o mesmo caso da velha frase que rola por aí: não adianta correr atrás das borboletas. Cuidar do jardim é melhor. Pode demorar, mas, regando direitinho, logo você perceberá as espécies mais lindas e exóticas. Clichê? Quem sabe. O conto da cigarra e da formiga vem batendo nessa tecla há muito tempo.